Cesmac do Agreste promove roda de conversa sobre mineração, memória e impactos psicossociais

22/10/2026 às 15h05

Com o tema “Mineração, memória e pesquisa-intervenção em Psicologia Social”, a Faculdade Cesmac do Agreste recebeu, nesta quarta-feira (21), no auditório da instituição, o professor doutor Lázaro Batista e as estudantes Izadora Oliveira e Hana Beatriz, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Campus Arapiraca, para uma roda de conversa sobre a temática.
Durante o encontro, foram apresentados os procedimentos e as etapas do projeto de pesquisa “Memórias do intolerável: vestígios narrativos e impactos psicossociais de desastres socioambientais em Alagoas”, desenvolvido pelo grupo de pesquisa Limiares e pelo Projeto de Extensão Craibeiras, vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Ufal (PPGP/Ufal) e ao Curso de Psicologia da UFAL - campus Arapiraca".
A pesquisa busca compreender os impactos psicossociais da atividade minerária sobre as comunidades rurais de Craíbas e está dividida em dois eixos: um voltado às pessoas idosas e outro direcionado às mulheres.
A atividade foi promovida pela professora Emylia Ferreira, responsável pela disciplina de Psicologia Social e Comunitária do curso de Psicologia da Faculdade Cesmac do Agreste. A iniciativa proporcionou aos estudantes um espaço de diálogo e troca de conhecimentos sobre os desafios sociais e humanos relacionados à atividade minerária, aproximando a formação acadêmica das pesquisas desenvolvidas no estado.
Ao receber estudantes de outras instituições de ensino superior, o Cesmac do Agreste reforça seu compromisso com a construção compartilhada do conhecimento e com o debate de temas relevantes para a realidade social de municípios como Arapiraca e Craíbas.
“Proporcionar esse encontro é uma oportunidade de ampliar o olhar dos nossos estudantes sobre a realidade social que nos cerca. Discutir a mineração a partir da Psicologia Social permite compreender que, além dos aspectos econômicos e ambientais, existem experiências, memórias e impactos psicossociais que precisam ser ouvidos e estudados. Essa troca entre instituições contribui para uma formação mais crítica, humana e comprometida com a sociedade”, destacou a professora Emylia Ferreira.
Fotos: Fernando Lopes - Cesmac do Agreste.