Estudantes de Psicologia do Cesmac do Agreste recebem certificados do Ministério Público por atuação em projeto comunitário

10/03/2026 às 10h50

Os alunos e alunas do curso de Psicologia da Faculdade Cesmac do Agreste receberam, na noite desta segunda-feira (9), do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), os certificados referentes à participação de cada um deles no projeto “Ministério Público e os Parceiros da Comunidade”, realizado no ginásio de esportes do bairro Manoel Teles, em Arapiraca, no dia 27 de fevereiro.
A solenidade de entrega dos certificados contou com a presença da diretora da Faculdade Cesmac do Agreste, a professora doutora Priscila Vieira do Nascimento.
Representando o órgão estadual, estiveram presentes o procurador e promotor de Justiça Valter Acioly e Rogério Paranhos, respectivamente, em uma solenidade que destacou o compromisso dos estudantes da Instituição de Ensino Superior com pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Durante o evento, realizado no dia 27 de fevereiro, foram disponibilizados atendimentos em diferentes áreas, promovendo orientação e suporte à comunidade, além de proporcionar acolhimento e escuta qualificada aos moradores que participaram da ação.
Para o procurador e promotor de Justiça Valter Acioly e Rogério Paranhos, a iniciativa, que contou pela primeira vez com a participação de estudantes de Psicologia, representa um movimento em prol da cultura da paz, e a participação direta de cada aluno e aluna fez a diferença para as famílias da comunidade Manoel Teles.
“Nós acreditamos que estamos fazendo um trabalho de ampliação da cultura da paz, a partir de uma ação conjunta que envolve trabalho individual e coletivo. Por isso, consideramos muito importante esse reconhecimento aos estudantes que fizeram parte do projeto. A presença deles em uma comunidade esquecida e, muitas vezes, excluída, contribui para reflexões sobre discriminação e desigualdade, reforçando que a sociedade deve ser vista com olhos de solidariedade e igualdade”, destacou Valter Acioly.
“Essa foi a primeira vez que pudemos contar com a escuta e o acolhimento de profissionais e estudantes da área da Psicologia. Ter os estudantes e o professor Luiz Geraldo lá na nossa ação no bairro Manoel Teles foi algo sensacional, revolucionário, uma alegria. Foi um projeto muito bacana, que levou muito cuidado às pessoas que a gente atende. Esse é um viés comunitário forte, de cuidado, atenção e respeito a todos(as)”, destacou Rogério Paranhos.
Acadêmica de Psicologia pela Faculdade Cesmac do Agreste, Joelma Oliveira aproveitou a oportunidade para celebrar a atuação dos estudantes na ação, ressaltando o ganho de experiência em situações delicadas como as vivenciadas na localidade, além da quebra de paradigmas em relação ao acesso à Psicologia.
“É uma forma de democratizar a Psicologia, de desconstruir esse conceito que muitas pessoas têm sobre o profissional da área, acreditando que é um serviço ao qual não têm acesso ou que é destinado apenas às pessoas ricas. Também ajuda a reconstruir essa ideia equivocada de que psicólogo é apenas ‘para loucos’. Fazer parte desse projeto é fantástico, e levar esse serviço de escuta foi um ganho para nós, alunos e alunas. Queremos continuar. Essa ida ao Manoel Teles representou uma quebra de paradigmas e um avanço, pois tivemos contato direto com a vulnerabilidade social e a certeza de que fizemos a diferença na vida das pessoas que estiveram presentes”, afirmou a estudante.
Para a professora mestra Wildicleia Oliveira, coordenadora da Clínica-Escola de Psicologia, proporcionar momentos como esse contribui para a construção de uma base sólida na formação profissional de cada estudante, ampliando a vivência em atividades nas quais eles sejam protagonistas e coloquem em prática o conhecimento adquirido em sala de aula.
“Colocar os estudantes em prática é sempre uma atividade de extrema relevância. Tirar os alunos da sala de aula e levá-los ao campo, ao cenário social, para vivenciar tudo o que estudam é um ganho não só para eles, mas também para a comunidade. É uma oportunidade de desconstruir valores e reconstruir conceitos sobre a Psicologia, especialmente essa visão elitista de que a área é distante da sociedade. A Psicologia é social. Levar os estudantes a uma comunidade em situação de extrema vulnerabilidade, que precisa de acolhimento, é um ganho para ambas as partes”, finalizou a professora mestra Wildicleia Oliveira.
Fotos: Fernando Lopes - Cesmac do Agreste.